Também pudemos ouvir algumas entrevistas feitas pelo jornalista Gilberto Dimenstein (seção "Prazer em Conhecer" do site Catraca Livre) com músicos e escritores sobre suas experiências com leitura e escrita. Ouça-as clicando nos nomes das personalidades.
Agora leia os nossos depoimentos e compartilhe o seu conosco!
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Minha história também não se difere da maioria, mas algo que foi muito
marcante em todo meu processo de alfabetização foi o incentivo dos meus pais.
Lembro-me de minha primeira professora com todos os detalhes; ela sempre
nos orientava a chegarmos em casa e contarmos o nosso dia escolar aos nossos
pais e depois registrá-lo em nosso diário; minha mãe me ajudava com as
gravuras, como era divertido.
Lembro-me ainda que minha mãe lia histórias todas as noites para
dormirmos, para mim e meus irmãos, ela
chamava este momento de “beijinhos de boa noite”; como ansiávamos por aquele
momento.
Sempre visitávamos museus e bibliotecas, assistíamos a apresentações da
Orquestra Sinfônica, íamos aos desfiles civis, passeávamos em família etc.;
então eu sempre tinha algo para contar ou escrever, desta maneira, meu gosto
pela escrita e pela leitura se transformavam em grandes histórias – reais e fictícias
– em meu diário.
Aprendi a escrever poemas e sonhava que um dia publicaria um livro.
Ganhávamos livros de presente e isto nos fez criarmos nossa própria
biblioteca.
Que lugar maravilhoso era aquele quartinho. Ele era pequeno no tamanho,
mas gigante na nossa imaginação. Lá viajávamos o mundo e criávamos outros, pois
nada era impossível ou irreal. Fui mulher-maravilha, princesa, defensora dos
animais, presidente da república, professora, policial, médica, mãe, amiga,
desenhista, bailarina, coreógrafa, atriz, modelo e tudo que minha imaginação
era capaz de criar; tive noite de autógrafos, entrevistas, viajei pela lua,
conheci os três porquinhos, o Sítio do Pica Pau Amarelo, mas também fui bruxa.
Que saudades de toda a inocência e pureza que aquele lugar me
proporcionou. Onde foram parar tantos sonhos? Por que uma das brincadeiras de
hoje é ser bandido?
Talvez meu maior sonho seja o meu grande desafio: descobrir como
permitir que a criança de hoje queira ser apenas uma criança!?!?!
ALESSANDRA SILVA COSTA - Melhor Gestão, Melhor Ensino - Módulo 2 - G8
Minha
experiência com a leitura e a escrita se iniciou com os grandes incentivos de
meu pai. Desde a infância lembro-me de meu pai dizendo o quanto estudar era
importante e nos levaria a um futuro melhor e mais independente.
Lembro-me
de meu pai falando sobre os acontecimentos políticos, sociais, culturais e
econômicos que envolviam a nossa cidade, nosso estado, país e o mundo. Ele
sempre gostou muito de ver os noticiários e de ler para se manter informado.
Sua fala era de que o "estudo" era o único caminho para nós, as
pessoas mais simples e batalhadoras.
Cresci
gostando de ler sobre culturas diversas e modos de viver diferentes de nossa
cultura, por isso as aulas de história, do antido ginásio, eram motivo de
atenção e encantamento, principalmente, quando se falava do Egito. Lia o que
podia sobre esse povo e sua cultura.
Ainda
no ginásio, li muitos livros da coleção "Para gostar de ler",
orientada por professores e me lembro de um livro em específico, que me marcou
e encantou muito, o livro " Escaravelho do diabo". Não esqueço dele...
Lógico
que com o passar do tempo passei a ler livros literários, pois a proposta de
vida e profissional exigia.
Tudo
isso acrescentou muito em meu crescimento pessoal e profissional.
Hoje
minha leitura é variada. Leio de tudo, mas na verdade gostaria de ter mais
tempo para ler.
Meu
pai, ainda hoje, é meu grande incentivador. Vejo-o, aos setenta e quatro anos,
lendo seus livros e fazendo seus comentários conosco. Seus presentes, muitas
vezes, são livros.
Agradeço
ao meu pai e aos meus professores o que sou hoje e o meu gosto pela leitura.
ROSELI TECH EUGÊNIO MARQUES - Melhor Gestão, Melhor Ensino - Módulo 2 - G8
Desde
muito cedo, convivo com livros. Em datas festivas, refiro-me àquelas em que
somos presenteados, havia brinquedos e livros...sempre. Além de outras oportunidades
em que os ganhava.
Minha infância foi inundada pela leitura. Lembro como me emocionei com “A Casa do Anjo da Guarda” de Condessa de Ségur e como era prazeroso o medo sentido com as histórias dos Irmãos Grimm. E o livro com histórias da Carochinha? Quanto encantamento!!! Adentrei no “universo paralelo” do Sítio do Pica-Pau Amarelo e trouxe sua beleza para minha realidade. Adolescente, descobri, na estante de minhas tias, M. Delly. Li seus romances e idealizei o amor. Essas fases passaram, meu olhar voltou-se para os livros de meus pais. Em toda a casa, eu os via, os dois eram leitores assíduos. Dos 14 anos em diante, foram vários escritores construindo meu universo: José de Alencar, Machado de Assis, Kafka, Edgard Allan Poe, Eça de Queiroz, Érico Veríssimo, Aldous Huxley, Hermann Hesse, Dostoiévskii e mais e mais...
Sem dúvida, encontros com Lúcio Cardoso em “Crônica da Casa Assassinada”, Gabriel Garcia Marques em “Cem Anos de Solidão” e Juan Rulfo em “Pedro Páramo” foram marcos na minha atividade leitora. Entretanto, vou ressaltar “Uma Aprendizagem” ou “O Livro dos Prazeres”, de Clarice Lispector. Estava inteiramente tomada por uma paixão que fazia doer, só enxergava o outro e não me reconhecia mais. Foi, então, que Ulisses e Lóri, as personagens do livro, em um determinado momento, seguraram minhas mãos e me fizeram chegar “à porta de um começo.” Foi um instante revelador, a epifania estendendo-se ao leitor. A partir dali, ler Clarice tornou-se indispensável ao meu caminhar.
A escrita é também companheira nos momentos de desabafo. Escrevo quando desejo entender melhor os meus sentimentos. É projetando-os, no papel, que consigo ficar próxima de mim.
VERA WERTEFRONGEL BRAVO - Melhor Gestão, Melhor Ensino - Módulo 2 - G8
Minha infância foi inundada pela leitura. Lembro como me emocionei com “A Casa do Anjo da Guarda” de Condessa de Ségur e como era prazeroso o medo sentido com as histórias dos Irmãos Grimm. E o livro com histórias da Carochinha? Quanto encantamento!!! Adentrei no “universo paralelo” do Sítio do Pica-Pau Amarelo e trouxe sua beleza para minha realidade. Adolescente, descobri, na estante de minhas tias, M. Delly. Li seus romances e idealizei o amor. Essas fases passaram, meu olhar voltou-se para os livros de meus pais. Em toda a casa, eu os via, os dois eram leitores assíduos. Dos 14 anos em diante, foram vários escritores construindo meu universo: José de Alencar, Machado de Assis, Kafka, Edgard Allan Poe, Eça de Queiroz, Érico Veríssimo, Aldous Huxley, Hermann Hesse, Dostoiévskii e mais e mais...
Sem dúvida, encontros com Lúcio Cardoso em “Crônica da Casa Assassinada”, Gabriel Garcia Marques em “Cem Anos de Solidão” e Juan Rulfo em “Pedro Páramo” foram marcos na minha atividade leitora. Entretanto, vou ressaltar “Uma Aprendizagem” ou “O Livro dos Prazeres”, de Clarice Lispector. Estava inteiramente tomada por uma paixão que fazia doer, só enxergava o outro e não me reconhecia mais. Foi, então, que Ulisses e Lóri, as personagens do livro, em um determinado momento, seguraram minhas mãos e me fizeram chegar “à porta de um começo.” Foi um instante revelador, a epifania estendendo-se ao leitor. A partir dali, ler Clarice tornou-se indispensável ao meu caminhar.
A escrita é também companheira nos momentos de desabafo. Escrevo quando desejo entender melhor os meus sentimentos. É projetando-os, no papel, que consigo ficar próxima de mim.
VERA WERTEFRONGEL BRAVO - Melhor Gestão, Melhor Ensino - Módulo 2 - G8



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